Heróis da Segunda Guerra Mundial são homenageados em Nova Friburgo
quinta-feira, 9 de maio de 2013“Eu fiquei muito satisfeito com essa homenagem porque a nossa turma está acabando” afirmou o segundo-tenente Dionízio Teixeira, ex-combatente de 92 anos de idade. A frase emocionada do militar foi dita durante a homenagem do Tiro de Guerra de Nova Friburgo, Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, aos participantes da 2ª Guerra Mundial.
Ao todo, foram seis homenageados: Amaro Vasconcellos, Célio Mangia, Clarindo Thiengo, Dionízio Teixeira, Ellio Mury e Walfredo Silva. A data foi escolhida pelo Tiro de Guerra porque no dia 8 de maio é festejado o “Dia da Vitória”, que ficou marcada na história como o dia em que as nações aliadas venceram o nazifascismo na 2ª Guerra Mundial.
Durante o evento na cidade de Nova Friburgo, os seis ex-combatentes da guerra foram recebidos na sede do Tiro de Guerra, com café da manhã. Eles assistiram a um vídeo lembrando a bravura dos soldados e ouviram a canção dos expedicionários, nas vozes dos soldados atiradores de Nova Friburgo.
Relembrando casos
“Quando terminou a guerra nós recebemos a notícia e ficamos felizes, afinal éramos soldados e poderíamos voltar para casa. Mas ainda tivemos que fazer algumas patrulhas na área onde servimos para verificar se havia ainda algum alemão escondido” contou o Amaro Vasconcellos, de 92 anos. O ex-combatente, que foi reformado como cabo do Exército, nasceu em Nova Friburgo e serviu durante três anos em cidade São Paulo.
Cabo Amaro, como é conhecido o militar, serviu oito meses na 2ª Guerra Mundial, e ficou baseado na Itália. Segundo ele, no período de três meses, foi obrigado a se abrigar em um buraco próximo à linha de tiro do exército alemão. O local tinha um pouco mais de dois metros de profundidade e o cabo Amaro se alimentava através de rações entregues por companheiros.
Atualmente, o militar vive na cidade onde nasceu. Lúcido, cabo Amaro contou que gosta destas homenagens pois é uma oportunidade de rever seus companheiros que estão vivos. “Infelizmente muitos já se foram, mas é bom ver que ainda estamos aqui. Quem sabe, quando eu tiver 100 anos serei homenageado de novo, já que estou bem de saúde” brincou.
Outro homenageado que conversou com a equipe da reportagem foi o segundo-tenente Dionísio Teixeira, que, assim como cabo Amaro, tem 92 anos. O ex-combatente também serviu na Itália, porém ficou no país apenas por seis meses, pois levou um tiro na perna esquerda. Após ser atingido pelos nazifascistas, o militar foi transferido para Nova York, nos Estados Unidos, onde recebeu todo o tratamento de saúde.
“Eu fiquei muito satisfeito com essa homenagem porque a nossa turma está acabando. A maioria dos meus companheiros estão morrendo. Eu, por exemplo, já estou com 92 anos e não sei quando poderei rever todos” disse o ex-combatente.
Fonte: G1


